segunda-feira, 23 de novembro de 2009

HEIDEGGER (4)



HEIDEGGER
Em
Que é metafísica?




“Nenhum modo de tratamento dos objetos supera os outros.

Conhecimentos matemáticos não são mais rigorosos que os filosóficos-históricos.

A matemática possui apenas o caráter de “exatidão” e este não coincide com o rigor.

Exigir da história exatidão seria chocar-se contra a idéia do rigor específico das ciências do espírito.

A referência ao mundo, que importa através de todas as ciências enquanto tais, faz com que elas procurem o próprio ente para, conforme seu conteúdo essencial e seu modo de ser, transformá-lo em objeto de investigação e determinação fundante.

Nas ciências se realiza – no plano das idéias – uma aproximação daquilo que é essencial em todas as coisas.



Esta privilegiada referência de mundo ao próprio ente é sustentada e conduzida por um comportamento da existência humana livremente escolhido

Também a atividade pré e extracientífica do homem possuem um determinado comportamento com o ente.

A ciência, porém, se caracteriza pelo fato de dar, de um modo que lhe é próprio, expressa e unicamente, à própria coisa a primeira e última palavra.

Em tão objetiva maneira de perguntar, determinar e fundar o ente se realiza uma submissão peculiarmente limitada ao próprio ente, para que este realmente se manifeste”.



“Se a ciência tem razão, então uma coisa é indiscutível: a ciência nada quer saber do nada”.








HEIDEGGER, Martin. Que é metafísica? Tradução de Ernildo Stein.
Disponível em:
http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/que-e-metafisica.html


Sobre Heidegger clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Heidegger

RABISCOS NO BLOCO


Postado originalmente no REFLEXÕES: Novembro 2007

sábado, 21 de novembro de 2009

GADAMER (2)



Hans-Georg Gadamer
Em
Ciência histórica e linguagem.






“Quem considera a hermenêutica importante precisa saber, antes de tudo, que é preciso escutar e que só se pode dar algo a compreender a alguém que pode escutar”.



“É somente quando nos expomos a uma contravisão possível que temos a chance de alcançarmos um âmbito para além da estreiteza de nossos próprios preconceitos”.



“Penso nas realidades poderosas, nas quais transcorre a convivência humana.

Se voltar-mos o olhar para essas realidades, então a “alegria pelo sentido”, essa “filologia” que a tudo abarca, pode parecer como um desvio de direção a um mundo de sonhos.

Só precisamos nos lembrar de que o mundo espiritual, no qual o homem procura se movimentar segundo a sua determinação mais própria, é acompanhado por um fato tão descomunal quanto o fato de a espécie humana ter inventado a guerra, algo que não ocorre de mais a mais na natureza entre seres pertencentes a uma mesma espécie, entre seres vivos de um nível de organização superior”.



“Estou completamente consciente de que a visão daquele que compreende segue com o olhar todo rastro de sentido e sempre detém esse olhar no sentido que, na irrazão do acontecimento e da história, deixa que se abra constantemente uma vez mais para ele algo assim como um horizonte de expectativa, de esperança e de não-esmorecimento”.



“Mesmo quando não escutamos apenas histórias, mas perguntamos por sua verdade histórica, mantém-se o interesse pelo reconhecimento daquilo que é humanamente possível e daquilo que realmente aconteceu”.














GADAMER, Hans-Georg. Hermenêutica em perspectiva. Vol. IV – A posição da filosofia na sociedade. Tradução de Marco Antônio Casanova. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

Sobre Gadamer clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hans-Georg_Gadamer

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ALLAN KARDEC (2)



Allan Kardec
Em
A Gênese.





"Pelas relações que hoje pode estabelecer com aqueles que deixaram a Terra, possui o homem não só a prova material da existência e da individualidade da alma, como também compreende a solidariedade que liga os vivos aos mortos deste mundo e os deste mundo aos dos outros planetas.

Conhece a situação deles no mundo dos Espíritos, acompanha-os em suas migrações, aprecia-lhes as alegrias e as penas; sabe a razão por que são felizes ou infelizes e a sorte que lhes é reservada, conforme o bem ou o mal que fizeram.

Essas relações iniciam o homem na vida futura, que ele pode observar em todas as suas fases, em todas as suas peripécias; o futuro já não é uma vaga esperança: é um fato positivo, uma certeza matemática.

Desde então, a morte nada mais tem de aterrador, por lhe ser a libertação, a porta da verdadeira vida”.




“Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher”.




“Somente quando praticarem a moral do Cristo poderão os homens dizer que não mais precisam de moralistas encarnados ou desencarnados.

Mas, também, Deus, então, já não lhos enviará”.








KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro da quinta edição francesa. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1995.
Disponível em:
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ph000018.pdf

Sobre Allan Kardec clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Allan_Kardec

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

BRUNO BETTELHEIM

Bruno Bettelheim
Em
A Psicanálise dos Contos de Fadas.





“Ao contrário do que diz o mito antigo, a sabedoria não irrompe integralmente desenvolvida como Atenas saindo da cabeça de Zeus; é construída por pequenos passos a partir do começo mais irracional.

Apenas na idade adulta podemos obter uma compreensão inteligente do significado da própria existência neste mundo a partir da própria experiência nele vivida.

Infelizmente, muitos pais querem que as mentes dos filhos funcionem como as suas – como se uma compreensão madura sobre nós mesmos e o mundo, e nossas idéias sobre o significado da vida não tivessem que se desenvolver tão lentamente quanto nossos corpos e mentes”.




“Para encontrar um significado mais profundo, devemos ser capazes de transcender os limites estreitos de uma experiência autocentrada e acreditar que daremos uma contribuição significativa para a vida – senão imediatamente agora, pelo menos em algum tempo futuro.

Este sentimento é necessário para uma pessoa estar satisfeita consigo mesma e com o que está fazendo.

Para não ficar à mercê dos acasos da vida, devemos desenvolver nossos recursos interiores, de modo que nossas emoções, imaginação e intelecto se ajudem e se enriqueçam mutuamente.

Nossos sentimentos positivos dão-nos força para desenvolver nossa racionalidade; só a esperança no futuro pode sustentar-nos nas adversidades que encontramos inevitavelmente”.











BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Tradução de Arlene Caetano. 16ª. Ed. São Paulo: Paz e Terá, 2002.

Sobre Bruno Bettelheim clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Bettelheim

MAN RAY (2)




Le Retour A La Raison (1923)
Um filme de Man Ray.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

MÁRIO QUINTANA (11)





SIMULTANEIDADE
(Mário Quintana)



– Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo!
– Eu creio em Deus! Deus é um absurdo!
– Eu vou me matar! Eu quero viver!
– Você é louco?
– Não, sou poeta.





NUNCA
(Mário Quintana)


Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar...
Por isso o meu verso tem
esse quase imperceptível tremor...
A vida é triste, o mundo é louco!
Nem vale a pena matar por isso.
Nem por ninguém.
Por nenhum amor...
A vida continua, indiferente!







QUINTANA, Mário. A Cor Do Invisível. Rio de Janeiro: Globo, 1989.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Terceira Tarefa Da BlogGincana


Indicar "até" 3 blogs bons, que não tenham participado das BlogGincanas anteriores!



Indico o Blog Improfícuo – Onde a administradora Anna Flávia tem sempre uma mensagem interessante para os leitores.

ALEISTER CROWLEY (2)



Aleister Crowley
Em
O Livro das Mentiras.




KBΦAAH H OYK HETI KBΦAAH


O!
A Tríade Anterior Primitiva A Qual É
NÂO-DEUS
Nada é.

A Primeira Tríade A Qual é DEUS
EU SOU.
Eu pronuncio A Palavra.
Eu ouço A Palavra.

O Abismo
A Palavra é quebrada.
Há Conhecimento.
Conhecimento é Relação.
Estes fragmentos são Criação.
A quebra manifesta Luz.

A Segunda Tríade A Qual é DEUS
DEUS, o Pai e Mãe, é ocultado em Geração.
DEUS é ocultado em rodopiante energia da Natureza.
DEUS é manifestado em concentração: harmonia:
consideração: o Espelho do Sol e do Coração.

A Terceira tríade
Paciência: preparar.
Agito: fluir: flamejar.
Estabilidade: gerar.

A Décima Emanação
O mundo.





CROWLEY, Aleister. O Livro das Mentiras. Tradução: Johann Heyss e Marcelo Santos. Disponível em:
http://www.scribd.com/doc/6759907/Aleister-Crowley-O-Livro-Das-Mentiras

Sobre Aleister Crowley clique no linque abaixo:
http://en.wikipedia.org/wiki/Aleister_Crowley

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

KARL-OTTO APEL



Karl-Otto Apel
Em
Estudos de Moral Moderna.





“As conseqüências tecnológicas da ciência produziram, nos dias de hoje, uma tal extensão e alcance para as ações e omissões humanas, a ponto de não ser mais possível contentar-se com normas morais, que regulamentem a convivência humana em pequenos grupos e confiem as relações entre os grupos à luta pela sobrevivência, no sentido darwiniano.

Se a hipótese dos etólogos for correta, de que já o canibalismo entre os homens pré-históricos deva ser entendido como conseqüência do machado de punho, isto é, como decorrência da perturbação (constitutiva para o homo faber) do equilíbrio entre os órgãos de agressão disponíveis e os instintos repressivos analogamente morais, então esta desproporção se ampliou desmedidamente pelo desenvolvimento moderno dos sistemas armamentistas.

A isso, porém, acresce, na atualidade, que as morais de grupos, geralmente enraizadas em instituições e tradições arcaicas, já não conseguem mais compensar aquela perturbação de equilíbrio constitutiva para o homo faber.

Pois não há, certamente, exemplo mais típico para o “descompasso” de setores culturais da humanidade, do que a desproporção entre a expansão de possibilidades técnico-científicas e a tendência conservadora de morais específicas de grupos”.








APEL, Karl-Otto. Estudos de Moral Moderna. Tradução: Benno Dischinger. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

Sobre Karl-Otto Apel clique no linque abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl-Otto_Apel